Tertúlia sobre Associativismo

6 Set , 2013 Uncategorized

Foi no dia 6 de Setembro que se realizou pela hora do pôr-do-sol na esplanada do Hotel Faro, uma das quatro tertúlias que a associação Sê Mais Sê Melhor está organizar em Faro. Desta feita o tema foi sobre Associativismo “Um é pouco, Dois é bom, Três nunca é demais” e contou com a presença dos representantes da ADS – Associação de Designers do Sul, Bruno Boto, da Associação Interact Clube de Tavira, Carlos Teixeira, do Instituto Português do Desporto e da Juventude, Luís Romão, da MOJU – Associação Movimento Juvenil em Olhão, Nuno António e do Pelouro do Desporto e da Juventude da Câmara Municipal de Faro, Paulo Santos.

Estabeleceu-se desde o início um ambiente informal de diálogo e partilha entre oradores e participantes e que foi caracterizada essencialmente pela estruturação informal, pelo diálogo e troca de experiências.

Bruno Bôto, Presidente da Associação de Designers do Sul deu a sua perspetiva sobre as vantagens do associativismo enquanto promotor de categorias sócio-profissionais e partilhou da sua experiência, explicando as vantagens do envolvimento associativo para o crescimento pessoal e mesmo profissional. Na sua perspetiva, a gestão associativa é muito idêntica à gestão de uma empresa, o que prepara o indivíduo para uma vivência profissional autónoma, capacitando-o igualmente para assumir uma maior multiplicidade de tarefas e papéis.

Carlos Teixeira, Past President e atual chefe da Avenida dos Serviços Internacionais da Associação Interact Clube de Tavira, expôs a sua perspetiva do envolvimento associativo juvenil, anterior aos 18 anos. Numa experiência distinta do Associativismo Estudantil, Carlos Teixeira deu-nos a conhecer a sua visão, as vantagens e desvantagens de empreender este papel numa idade tão precoce.

Manuel Caldeira, Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária Tomás Cabreira assumiu o papel de moderador desta tertúlia, fazendo questões relevantes e dando alguns insights provindos da sua experiência.

Luís Romão, Diretor Regional do Algarve do IPDJ deu a perspetiva do associativismo juvenil a um nível mais formal e estruturado e numa abrangência regional, com espaço ainda para discussão do passado, presente e futuro do associativismo algarvio.

Nuno António, Presidente da Direção da MOJU – Associação Movimento Juvenil em Olhão, possibilitou uma outra visão de como é participar e dirigir uma associação juvenil, desta na idade de jovem-adulto. Explicou como os desafios e oportunidades existem em todas as áreas do associativismo, mas em Portugal, essencialmente no Algarve existem dificuldades inerentes aos apoios das entidades públicas. E ainda que as associações vêem-se obrigadas a viver com base em candidaturas a financiamentos, que apesar de positivos, não se tornam, na sua essência, na melhor forma de auto-sustentabilidade a longo prazo.

Paulo Santos, Vereador do Pelouro do Desporto e da Juventude da Câmara Municipal de Faro permitiu ibter um olhar pela organização e importância do Conselho Municipal de Juventude, JuvFaro. E como esta iniciativa é importante na promoção do associativismo juvenil que permite a criação de várias sinergias entre as associações que atuam no concelho, para além de possibilitar um contacto mais próximo com a autarquia.

Houve ainda oportunidade de trocar ideias e ouvir experiências por parte dos participantes na tertúlia, entre outros valeu o comentário do presidente da Direção do Clube de Surf de faro, Manuel Mestre, que explicou que apesar desta nova vaga de associativismo, o mesmo está intrinsecamente ligado ao desporto e que deve ser ele também valorizado e promovido em outras associações. Comentando ainda, da sua larga experiência nesta área, alguns detalhes interessantes sobre a evolução do associativismo em Faro, visto ter passado por inúmeras associações e clubes da cidade, bem como da região e do País, mas que permitiu ter uma visão mais alargada do associativismo em Faro.

Por parte da ADS um agradecimento à associação Sê Mais Sê Melhor pelo convite e pela possibilidade de trocar ideias sobre o associativismo de uma forma tão aberta e informal.


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