Entrevista – Fernando Madeira

19 Set , 2012 Sem categoria

<a href=”https://ads.org.pt/wp-content/uploads/2012/06/fm_auto-retrato.jpg”><img class=”size-medium wp-image-287 alignleft” title=”Fernando Madeira” src=”https://ads.org.pt/wp-content/uploads/2012/06/fm_auto-retrato-212×300.jpg” alt=”” width=”212″ height=”300″ /></a>

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<strong><em>”Fernando Madeira”</em></strong>

<em>Natural de Bairro “da colheita de 1975”, é formado em Design de Comunicação na UAlg.
</em><em>Fernando Madeira , como coordenador e impulsionador do Terminal Studios conta já com 13 anos de obra feita, conseguindo levar o essencial da mensagem da 9ª arte através de actividades de rua, publicações, exposições e workshops um pouco por todo o Algarve e não só!</em>

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<strong>ADS – O que nos podes dizer sobre o teu percurso académico e profissional?</strong>

<em>Fernando Madeira – Posso co­meçar por dizer que pouco ou nada estudei para ter a licencia­tura em Design de Comunica­ção pela Universidade do Algarve, porque muitas das vezes estava na sala de aula mas com a ca­beça a fervilhar de ideias para os imensos projectos aliciantes que me aguardavam na rua, não quero com isto dizer que o curso era fácil, pelo contrário, tinha a sua dose “qb” de exigência. As propinas não se pagavam sozi­nhas e então comecei a parti­cipar ainda com mais garra em concursos de ilustração e BD; a desenvolver series de cartoons e tiras humorísticas para jornais e revistas, e a certa altura dei por mim e já estava a colaborar para agências de design – a trabalhar em projectos concretos, a con­tactar com os clientes, cumprir prazos e preparar arte-final para produção, e ter algum dinheiro no bolso… aos poucos já estava inserido no mercado de traba­lho, portanto assim foi mais fá­cil a minha integração no meio académico de ter que aprender a teoria e alguma prática do que já fazia profissionalmente. </em><em></em>

<em>Gosto de aprender e reformular saberes e sempre que a agenda o permite participo em workshops e formações – alguns exemplos mais marcantes: ilustração cientí­fica, banda desenhada, storyboard, animação 3D, escultura, carac­terização para efeitos especiais, performance e comédia del’arte, vijing e multimédia. </em>

<em>Durante estes anos, algumas empresas viram os meus servi­ços como uma mais valia e atre­veram-se mesmo a fazer-me pro­postas de trabalho, nem dá para acreditar, mas enfim… por vezes eram propostas irrecusáveis e por­tanto foi e é sempre um prazer integrar boas equipas. Gosto de desafios! E por falar em desafios, ainda cheguei a leccionar no se­cundário e até diziam que tinha algum jeitinho, mas fiquei desmo­tivado com o sistema de ensino e toda aquela burocracia e assim não concorri mais. </em>

<em>Como freelancer , trabalho di­rectamente com uma carteira de clientes e também indirec­tamente para várias agências de design e multimédia de todo o mundo onde o meu trabalho base é essencialmente a criatividade, exercida sob a forma de ilustra­ção, animação, vídeo, fotografia, e todas as áreas do design, que por sua vez é aplicada sobre as marcas, os produtos e os serviços dos clientes.</em>

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<strong>ADS – Como surgiu o Termi­nal Studios e fala-nos um pouco melhor deste projecto e quais as actividades que desenvolvem?</strong>

<em>FM – Actualmente o Terminal Studios é um grupo informal de pessoas, que têm uma actividade profissional que em alguns casos nada tem a ver com a BD ou ani­mação, mas têm em comum um gosto especial pela 9ª arte, pela animação em geral e por todas as artes criativas. </em>

<em>O projecto de criar “algo liga­do às artes criativas” começou a ser delineado ainda nos corredo­res da UAlg, no início de 1998, nos intervalos em conversas de café entre alunos de cursos nor­malmente ligados as artes, mas a pujança inicial aos poucos foi­-se dissipando porque os compro­missos académicos falavam mais alto. Mas não desisti… Fui ainda mais longe, comecei a partilhar a ideia do projecto a colegas e amigos de outros cursos nada a ver com artes, relembro que ainda não havia este poder das redes sociais, e como tal, foi o clássico passa-palavra e aos pou­cos choveram ilustres colabora­ções. Lembro-me bem, Agosto de 1998, desloquei-me à Delegação do IPJ em Faro para uma reu­nião com o Custódio Moreno e apresentei-lhe uma folha A3 dobrada em A5, com a impres­são de uma BD, um texto, um cartoon, várias ilustrações, tudo composto e paginado de forma original e pronto… estava assim apresentada a matriz do “Termi­nal – fanzine de banda desenhada”. 1998 a 2002/03 – o Núcleo ficou integrado na Delegação do IPJ de Faro mas devido a factores ex­ternos e a crescente colaboração além-fronteiras houve necessida­de de expansão. 2004 – todas as acções nacionais e internacionais do núcleo passaram a ser coorde­nadas pelas Edições Drmakete. 2006 – lançamento do mini-livro “24h – Volta a Portugal em BD”, durante o Maio Jovem que acon­tece em Faro e contou com apoio do IPJ. 2007 – o Terminal Studios juntamente com o IPJ organiza o maior festival de artes criativas que já aconteceu no Algarve – o Festival P/ARTES. Tudo com a ajuda de excelentes criativos, in­cansáveis colaboradores e poucos mas bons patrocínios. 2010/11 – Organização das “Noites de Artes Criativas”, em Faro no Draculea Café-Bar, onde convidamos vários criativos e associações a aparece­rem e mostrarem publicamente os seus projectos. Ok ,resumindo e para poupar alguma tinta… 1998-2011, são 13 anos de obra feita. Durante estes anos levamos essencialmente a mensagem da 9ª arte, a institui­ções públicas e privadas ou em actividades de rua, através do lançamento de fanzines, organi­zação de exposições e festivais, mostra e festivais, coordenação de workshops e acções de formação; e também em acções de volunta­riado e parceria com associações e empresas sem-fins-lucrativos de forma a incutir ainda mais dina­mismo criativo nas suas diversas acções. Posso acrescentar que o Terminal Studios e as Edições Drmakete são contactados com alguma regularidade por associa­ções, empresas e particulares para novas parcerias – e que muito em breve haverá mais projectos quen­tinhos e prontos a servir.</em>

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<strong>ADS – Na tua opinião, qual o panorama da ilustração e banda desenhada no sul do País?</strong>

<em>FM – Ambas estão bem e reco­mendam-se, mas em termos de retorno financeiro a ilustração é uma coisa e a BD é outra. Há ex­celentes profissionais a fazer óp­timos trabalhos de ilustração, já no caso da BD há muito talento e muita vontade, mas no Algarve tal como em todo o país, ainda não pode ser encarada como uma actividade profissional exclusiva, pois faz-se sempre mais uns dese­nhos por fora para ajudar a pagar as contas, mas OK, havemos de chegar la.</em>

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<strong>ADS – Obrigado Fernando e continuação do excelente tra­balho!!</strong>

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